Agosto de 2025
Vivemos numa conjuntura em que se agudiza o risco do colapso ambiental e a exploração e opressão diante dos povos do campo e da cidade por todo o mundo, sobretudo nos países da periferia do sistema capitalista, como no Brasil. A dominação econômica, social e política se intensifica cada vez mais para garantir a reprodução do capitalismo globalmente, a exemplo do aprofundamento das políticas neoliberais e do avanço da extrema-direita mundial e do imperialismo. Há cada vez menos espaço para atenuar os ataques sociais e ecológicos por meio da gestão do capitalismo. Diante desse cenário, nos propomos neste texto a refletir sobre alternativas e caminhos de luta que estejam à altura dos desafios que estão colocados hoje.
Sob o domínio do neoliberalismo e do mercado financeiro global, o aprofundamento e expansão das relações mercantis para recuperar as taxas de lucro tem submetido os ecossistemas globais a um nível de desequilíbrio sem precedentes. O aspecto climático é o mais alarmante da crise ecológica do atual momento histórico, com ameaças ao futuro das civilizações humanas e da biosfera em geral. O risco do colapso ambiental se aproxima e se acelera a cada ano dentro do modelo predatório de dominação capitalista, pautado na acumulação de capital e no produtivismo. Mas o presente também já é ameaçado pela crise ambiental. São os povos não brancos, as comunidades tradicionais, as mulheres, e a comunidade LGBTIA+ que mais sentem os efeitos dessa crise hoje, pelas ondas de calor extremo, enchentes, secas, ciclones, esgotamento dos solos, contaminação das águas, entre outros desequilíbrios.
Se agudiza a exploração da classe trabalhadora no mundo e os efeitos são ainda maiores diante do Sul. Por meio do alargamento das horas e dias de trabalho, da redução dos salários, da intensificação do trabalho, do avanço do capitalismo de plataforma e da retirada de proteções sociais mínimas, vemos o avanço da uberização e pejotização do trabalho que suprimem o vínculo trabalhista formal e submetem os trabalhadores a longas e precárias jornadas como os que vivem na escala 6×1, comum na cadeia produtiva do agronegócio, como em frigoríficos e principalmente nas grandes redes de varejo.
Além do aprofundamento da exploração do trabalho, relações e bens antes circunscritos a lógicas comunitárias são crescentemente expropriados para se tornarem mercadoria e fonte de rentabilidade futura. As bolsas de valores, o agronegócio, as mineradoras e as imobiliárias avançam incessantemente diante das terras indígenas, de territórios quilombolas e tradicionais, de áreas de proteção ambiental e de vegetação em geral, e até diante do ar e da poluição – com o mercado de crédito de carbono que comercializa o direito de poluir!
Recentes ataques do Estado têm operacionalizado o avanço das relações mercantis e o desmonte de políticas públicas sociais, sobretudo, por meio do Congresso Nacional, mas também pelos governos federal, estaduais e municipais. Observamos isso na concessão do autolicenciamento ambiental para as empresas por meio do PL da devastação, na aprovação do Novo Arcabouço Fiscal, nos gigantes cortes na educação, e na privatização dos serviços de água e saneamento básico da Sabesp, de transporte do Metrô e da CPTM e de energia da Enel.
Enquanto desmonta as conquistas sociais institucionais e expande as relações mercantis, o Estado fortalece sua função de dominação armada e jurídica. Assim, para garantir o processo de saqueamento crescente da população e da natureza, se aprofunda a opressão sobre os povos. Esse processo se manifesta por meio da repressão militarizada, da expulsão e do genocídio diante da população pobre, preta e periférica nas cidades, e também diante dos camponeses, indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais no campo. E não está presente só no Brasil, mas também na Palestina, onde o projeto imperialista norteamericano opera a limpeza étnica diante do povo palestino por meio do da ocupação isaraelense.
Diante de um cenário em que se tensionam e potencializam os saques econômicos e a opressão social para garantir os níveis crescentes de valorização de capital, a extrema-direita mundial atende sem mediações e sem contenção a esse projeto. A liberalização e desregulamentação econômica e o endurecimento da repressão jurídica e armada estatal, além de serem intensificados, se somam ao negacionismo científico, às fake news, ao fechamento dos poucos espaços democráticos da democracia burguesa, à criminalização e perseguição da luta dos movimentos sociais, ao obscurantismo que reprime a disputa ideológica crítica e à política de ódio e escrachamento da opressão de minorias políticas, como das mulheres, da negritude, da comunidade LGBTIA+, de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.
Apesar de derrotado nas urnas para a presidência em 2022, o bolsonarismo segue vivo. Ele está presente no Congresso, no Senado, nos governos estaduais e municipais, na tentativa golpista do 8 de janeiro e como fenômeno político que disputa a classe trabalhadora no Brasil a partir de um projeto com aparência radical mas que reforça e aprofunda o projeto da classe dominante, tanto nacional quanto globalmente. A tarefa de derrotar a extrema-direita no Brasil e no mundo segue viva e urgente.
Mas fato é que a aparente disputa frente à extrema-direita e à precarização dos povos é hegemonizada no Brasil por setores que apostam na estratégia da conciliação de classe e no governismo, que não apresentam um enfrentamento a ordem econômica, social e política que precariza a vida da população e que encontra na extrema-direita forma de seguir se mantendo. Protagonizada sobretudo pelo PT e PCdoB hoje no Brasil, com adesão de parte do PSOL, a esquerda da ordem não rompe com o neoliberalismo, como também se alia à extrema-direita em coligações partidárias.
Por meio da estratégia da conciliação de classes, com uma tímida orientação social ainda dentro dos marcos no neoliberalismo, a esquerda da ordem governa para os grandes capitalistas do Brasil e do mundo. Durante os 13 anos seguidos de governo petista, os latifundiários, o agronegócio, as empreiteiras e os conglomerados da educação privada foram alguns dos setores mais favorecidos pela política social liberal do governo. Enquanto isso, as classes oprimidas recebiam algumas poucas políticas ainda circunscritas à lógica de mercado, muitas das quais significaram um endividamento da população e um acesso a serviços precarizados geridos pelo setor privado.
Hoje, no ano de 2025, a política de conciliação de classes no governo encontra cada vez menos espaço para mediar com a classe trabalhadora e é mais tensionada à direita para possibilitar o governismo. Os ataques são menos comedidos, como demonstra o Novo Arcabouço Fiscal de Fernando Haddad que impõe o maior corte dos últimos cinco anos do investimento público em políticas sociais como nas áreas da educação e da saúde, ou ainda com os recordes dos valores destinados ao agronegócio nos últimos Planos Safras, que hoje atinge o valor inédito de R$ 516,2 bilhões de crédito bancário para os maiores responsáveis pela crise ambiental e exploração dos povos no campo no Brasil.
As alianças do governo nada têm a ver com o fortalecimento dos movimentos sociais ou com uma unidade entre partidos de esquerda para barrar ataques e lutar por um projeto de sociedade popular. Têm a ver, na verdade, com a aposta em ganhar maioria no Congresso, em unidade com partidos de direita e extrema-direita, sobretudo do centrão parlamentar, para manter o governismo. A estratégia de conciliação de classes adotada pelo governo Lula não só fortalece os grandes capitalistas, principalmente do agronegócio, do mercado financeiro e das mineradoras, mas também faz unidade e se alia com a extrema-direita. Tenta conciliar com ambos, mas a negociata se traduz cada vez mais no projeto dos de cima do que em ganhos mínimos para os de baixo.
O cenário de disputa política nacional se expressa hoje sobretudo por uma polarização, em um movimento pendular que se altera entre a extrema-direita e a esquerda da ordem, e que se tenciona cada vez mais para a direita. Enquanto isso, a população vive a piora das condições estruturantes de vida e a devastação ambiental se acelera num ritmo que ameaça a manutenção da vida na Terra.
A impressão é de estarmos num beco sem saída, sem perspectiva de conquistarmos melhorias significativas para nosso futuro. Isso acontece porque as lutas e projetos de mudanças estruturais são sufocados em nome da hegemonia de uma estratégia conciliatória, cada vez mais fracassada, mas ainda hegemônica. No início deste século, em uma conjuntura global e nacional mais favoráveis, colhemos alguns frutos desse modo de governo, mesmo que limitados. Mas agora a conjuntura é outra. A margem de manobra dentro da ordem neoliberal é cada vez mais estreita.
O momento histórico atual exige que estas disputas sejam explícitas e frontais. Frente às chantagens que envolvem o “tarifaço” imposto pelo governo dos EUA, inimigos históricos da soberania dos povos do Brasil, o governo federal tem demonstrado que não vai simplesmente abaixar a cabeça. Lula compra uma importante batalha retórica contra os entreguistas e bolsonaristas. Abriu-se uma janela de oportunidade para um debate público sobre o lugar ocupado por países capitalistas dependentes “especializados” apenas em exportar matérias-primas. No entanto, retóricas simbólicas e nacionalistas, que não tratem da soberania de todos os povos que vivem no Brasil diante das terras, das florestas, da produção, da política e da cultura não serão suficientes para apontar uma real emancipação a partir da periferia do sistema global.
O debate da soberania deve considerar os povos no Brasil, em seu caráter heterogêneo, classista, revolucionário e internacionalista. Longe do lema “o Brasil é dos brasileiros”, o debate deve ser pautado não por fronteiras, pelo ufanismo e pela homogenização advinda do conceito de “Estado-nação”, mas pelos diferentes interesses de classe dentro de um mesmo país, pela luta pela emancipação dos diferentes povos explorados e oprimidos no país como migrantes, indígenas, quilombolas e as comunidades tradicionais, e pela solidariedade de classe e revolução internacionalista.
Historicamente o nacionalismo capitalista serviu a projetos de impérios coloniais, genocidas e de dominação de classe. Hoje, esse nacionalismo reacionário e anti-socialista é reivindicado pela extrema-direita. Para abrir a possibilidade de reivindicação de um nacionalismo pela esquerda hoje, ele deve ser um nacionalismo à inspiração de José Carlos Mariátegui, um nacionalismo revolucionário, dos diferentes povos colonizados, que aponte o antagonismo de classes dentro do país, que ataque a estrutura econômica que os submete à dominação, que seja utilizado como caminho para a tomada do poder político pela heterogeneidade dos povos explorados e oprimidos e que se expresse na solidariedade de classe e revolução internacionalista. Não é o que o governo e os setores governistas constroem hoje. Eles constroem o nacionalismo da colaboração de classes, que não fortalece a soberania dos povos, mas que serve à burguesia nacional dependente da internacional, esgota os ecossistemas locais e apaga povos historicamente oprimidos pela lógica desenvolvimentista. Para enfrentar o inimigo externo e alcançar soberania popular, é preciso enfrentar também os inimigos internos.
Mesmo se contrapondo ao tarifaço, o governo Lula não consegue caminhar nem sequer para o ainda problemático e ilusório projeto de um nacional-desenvolvimentismo e de um nacionalismo burguês. O governo fortalece a economia primária-exportadora, baseada na agropecuária e no extrativismo para exportação, aprofundando a posição de dependência e subordinação frente às potências imperialistas e o faz por meio da liberalização, desregulamentação e concessão à corporações e a setores financeiros internacionais. É o que revelam os R$ 516,2 bilhões de crédito bancário para o agronegócio que super explora os trabalhadores, retira terra dos povos, esgota os solos e exporta água e nutrientes dos ecossistemas do Sul para o Norte, e a desregulamentação ambiental expressa pelo PL da devastação que faz avançar o agronegócio exportador e a mineração cada vez mais controlada pelas gigantes multinacionais que desapropriam, violentam e exploram os povos no Brasil. O entreguismo se escancara também no leilão encabeçado pelo governo federal de 19 áreas da Foz do Rio Amazonas para as norte-americanas ExxonMobil e Chevron e para a chinesa CNPC extraírem petróleo.
A extração de petróleo, pauta de longa data de Lula, é uma grave ameaça à soberania popular e à natureza. Ela desapropria povos indígenas, quilombolas e tradicionais de suas terras e contamina as terras e águas locais, ameaça o conjunto da fauna e flora local e produz um grave desequilíbrio não só no ecossistema local, mas na composição da atmosfera global ao ser queimado enquanto combustível, agravando a crise climática que afeta hoje os mais vulneráveis socioeconomicamente e que coloca o conjunto da humanidade em risco de extinção. O imperialismo ecológico se expressa também no mercado de crédito de carbono por meio dos megaprojetos de “compensação” como REDD e REDD+ que submetem os ecossistemas, os povos indígenas, quilombolas, tradicionais e os trabalhadores do campo de países da periferia à dominação de corporações multinacionais do centro.
Nesse sentido, debates necessários de serem colocados nesse momento a partir dessa janela de oportunidade de discussão nacional sobre soberania são a respeito da apropriação imperialista diante das terras, da natureza, da economia (primário-exportadora, dependente e subordinada) e da superexploração do trabalho no Sul, que têm como cúmplices as burguesias locais. Assim, deve ser pautada a luta pela expropriação do latifúndio e do agronegócio exportador, pela produção agroecológica local, pela soberania alimentar, pela reforma agrária popular, pela transferência e livre acesso pelos povos do Sul às tecnologias não destrutivas dos países industrializados, pela abolição das patentes tecnológicas, pela expropriação de multinacionais da energia interessadas na exploração de combustíveis fósseis e na energia nuclear, pela energia renovável de pequena escala controlada pelos povos de forma descentralizada, entre demais lutas.
Portanto, se impõe à esquerda brasileira o travamento de outras importantes batalhas que, vencidas, sejam capazes de aproximar os povos no Brasil de uma soberania que envolva a luta classista, revolucionária e internacionalista. Ou seja, de uma soberania onde os povos no Brasil sejam capaz de determinar seu destino e que tenha como força estratégica de emancipação e libertação as organizações populares do campo e da cidade, capazes de definir, a partir de seus anseios, suas prioridades políticas e econômicas.
A sabedoria histórica da luta de classes, herança mais valorosa dos povos sob domínio do imperialismo, nos ensina que os avanços na garantia de direitos não se dão sem disputas. Nesse sentido, nos parece que quem avaliou bem o que está em jogo no xadrez da política brasileira, dando consequência prática às análises de conjuntura, foi o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Na última semana, o MST realizou uma jornada nacional em defesa da reforma agrária e da soberania brasileira, com ocupações de órgãos governamentais em 22 estados, sob o mote: “Lula, cadê a reforma agrária?”, cobrando do governo federal a desapropriação de terras de latifundiários, a regularização de acampamentos e a desburocratização dos créditos para produção de alimentos. Para além das disputas estratégicas, essa jornada é motivada por uma necessidade histórica de centenas de milhares de famílias, sejam as 120 mil atualmente vivendo em acampamentos ou sejam as 400 mil já assentadas, que necessitam de melhores condições para abastecer nosso mercado interno com comida.
Rompendo o posicionamento imobilista das forças governistas, confortáveis em sua hegemonia progressista na polarização lulismo x bolsonarismo, o MST nos convida para uma importante reflexão. Frente a um governo de frente ampla, é papel das organizações de esquerda fazer pressão e exigir avanços. Não se barra ataque, nem se conquista vitória, sem construção de luta social.
O recuo político conciliatório da esquerda que aposta em grandes acordos institucionais com os representantes do capital tem agravado a precarização da classe dominada, acelerado o colapso ambiental e fortalecido a extrema-direita. Governando para os representantes do atual sistema de dominação, aquietando e amaciando os movimentos e lutas sociais (ainda sob a alegação de que essas lutas podem “fortalecer a extrema-direita”), e se mantendo como uma alternativa dentro da ordem, a esquerda governista contribui para que a extrema-direita com falsa aparência antissistêmica seja referência popular diante das injustiças sociais.
Não deve ser uma possibilidade fingir que as injustiças sociais não existem, fazendo vista grossa para elas e aquietando e condenando as lutas sociais que as confrontam. O compromisso não deve ser com o governo, deve ser com as necessidades sociais e ecológicas, com a emancipação humana e enfrentamento do colapso ambiental. Não há linha razoável que defenda deixar passar os ataques do capital hoje em nome de um suposto bem maior que é blindar o governo para ganhar a próxima eleição presidencial, sendo esse horizonte rebaixado o programa máximo de enfrentamento ao bolsonarismo.
Para que a extrema-direita não assuma a presidência, é preciso construir hoje um conjunto de lutas que nos garanta arrancar melhorias concretas. Para derrotar o bolsonarismo nas urnas, mas também na sua integralidade enquanto fenômeno social que disputa as pessoas, é preciso construir uma alternativa que expresse um programa político que aponte para uma ruptura da ordem. Que rompa de fato com a extrema-direita, se propondo a combater e não a se aliar a ela. Que rompa com o neoliberalismo, com a economia capitalista e com o produtivismo que fundamentam os desafios que vivemos hoje. Isso significa construir uma saída pela mobilização e auto-organização da classe trabalhadora em sua heterogeneidade, classe que não tem nada a perder com uma revolução socialista, a não ser suas correntes. Essa é a saída que deveria estar sendo construída hoje, e não o endossamento e defesa de uma política vencida que fortalece quem joga a classe trabalhadora no abismo.
Se a conjuntura se agravou, é preciso mais do que nunca fortalecer o caminho que nos dá condições tanto de arrancar vitórias imediatas hoje, quanto de romper com o modelo de sociedade que agudiza cada vez mais a exploração e opressão dos povos e nos empurra para o colapso ambiental. Urge portanto a necessidade do fortalecimento da mobilização e organização dos povos, a partir da construção de lutas populares combativas, profundamente democráticas e ecológicas, com independência política frente a qualquer governo. A saída para barrar o colapso ambiental, a extrema-direita, o neoliberalismo e o imperialismo é a auto-emancipação das massas trabalhadoras. É preciso construir hoje as condições para que isso seja possível, o que significa avançar nos caminhos que possibilitem a auto-organização da classe por meio das nossas ferramentas de lutas, como ocupações, atos de rua, assembleias, paralisações, greves e disputas institucionais subordinadas e promotoras do poder das lutas cotidianas. Ferramentas estas que façam a classe experienciar que o poder popular é possível e necessário para arrancar as vitórias parciais de hoje e a emancipação política futura a nível de tomada do poder político.
Não devemos nos sucumbir ao capital ou nos acovardar de fazer a disputa pelo que é justo, pois como dizia Emiliano Zapata: “Se não há justiça para o povo, que não haja paz para o governo!”. Há um direito que nunca nos será arrancado, que é o direito de lutar para transformar nossa sociedade pelas raízes. O Brasil e o mundo não estão mais em condições de aceitar uma mera gestão do capitalismo. Esse horizonte ameaça o presente dos povos e do restante da natureza e coloca em risco a existência do conjunto da sociedade humana e das diversas formas de vida no planeta no futuro.
Como alerta Michael Löwy, temos uma tarefa revolucionária urgente colocada que é parar o trem suicida do capitalismo, e mudar sua direção. É preciso construir hoje as condições de ruptura com a barbárie capitalista e isso só é possível fortalecendo a independência, mobilização, organização e combatividade da maioria da população, em busca de uma sociedade radicalmente democrática e ecológica.
Raul Miranda – militante da Marcha pelo Clima de São Paulo e do Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de São Paulo
Fernanda Banyan – militante da Marcha pelo Clima de São Paulo, da Rebelião
Ecossocialista e do Ecoar – Juventude Ecossocialista
